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05 NOV 2026
Coleta Seletiva e reciclagem movimentam a economia e geram renda em Votuporanga
Foto Noticia Principal Grande
Por meio da Coopervinte, materiais descartados pela população passam por triagem e comercialização (Foto: Saev Ambiental)
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Coleta Seletiva e reciclagem movimentam a economia e geram renda em Votuporanga

Por meio da Coopervinte, materiais descartados pela população passam por triagem e comercialização

O que muitas vezes é considerado lixo pode representar matéria-prima, oportunidade de trabalho e geração de renda. Em Votuporanga, esse processo ganha forma por meio da atuação da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Votuporanga (Coopervinte), responsável pela separação e comercialização de materiais recicláveis que retornam à cadeia produtiva.

Atualmente, a cooperativa realiza a triagem dos materiais nas estruturas dos Ecotudos Norte e Sul, onde os resíduos recebidos passam por separação e classificação antes de serem encaminhados para comercialização. A atividade transforma materiais que seriam descartados em produtos com valor econômico, além de contribuir para reduzir o volume de resíduos destinados à disposição final.

“A reciclagem é uma atividade que vai muito além da destinação correta dos resíduos. Ela movimenta uma cadeia de trabalho, gera renda e permite que materiais que seriam descartados retornem ao ciclo produtivo como matéria-prima. Em Votuporanga, a atuação da Coopervinte é fundamental nesse processo, e a ampliação de sua participação para a execução da coleta seletiva representa um avanço importante”, disse Camila Esteves, chefe do setor de Meio Ambiente da Saev Ambiental.

A partir de novembro, a Coopervinte também passará a ser responsável pela execução da coleta seletiva em Votuporanga, o que amplia sua participação na cadeia de gestão dos resíduos recicláveis do município. Com isso, a cooperativa estará envolvida em diferentes etapas do processo, desde o recolhimento dos materiais disponibilizados pela população até a separação e comercialização dos resíduos com potencial de reaproveitamento.

O trabalho integra uma cadeia que começa dentro das residências, com a separação dos resíduos, passa pela coleta e pela triagem realizada pelos trabalhadores e chega à comercialização dos materiais para empresas que os utilizam como matéria-prima. Papel, papelão, plásticos, metais e outros recicláveis podem retornar ao setor produtivo e diminuir a necessidade de extração de novos recursos naturais.

“Esse trabalho também depende da colaboração da população, que precisa separar corretamente os materiais e fazer o descarte nos locais adequados. Quando cada pessoa faz a sua parte, o benefício chega ao meio ambiente, à economia e às famílias que vivem da reciclagem”, completou.

Uma cadeia que gera oportunidades

Mais do que uma etapa da gestão de resíduos, a reciclagem também representa uma atividade econômica. Para os trabalhadores da Coopervinte, a comercialização dos materiais separados é uma fonte de renda e uma oportunidade de atuação profissional organizada por meio do cooperativismo.

“Hoje, o trabalho da Coopervinte representa uma oportunidade de renda para 41 famílias. Por trás de cada material reciclável que chega à cooperativa existe o trabalho de pessoas que dependem dessa atividade para garantir o sustento de suas casas. Quando a população separa os resíduos e participa da coleta seletiva, contribui diretamente para que esse trabalho continue e gere resultados. A reciclagem não beneficia apenas o meio ambiente, ela também transforma o que seria descartado em uma fonte de renda, dignidade e oportunidade para muitas famílias”, disse Neiva de Aguiar da Silva, presidente da Coopervinte.

Nesse modelo, o trabalho coletivo permite reunir materiais, realizar a classificação e preparar os produtos para venda. A separação adequada é importante porque as características de cada resíduo influenciam suas possibilidades de reaproveitamento e comercialização.

“Com a ampliação da nossa atuação na coleta seletiva, a expectativa é fortalecer ainda mais esse trabalho e dar continuidade à geração de renda para as famílias cooperadas. É importante que a população entenda que o material reciclável não é simplesmente lixo, ele tem valor e, quando separado corretamente, se transforma em oportunidade. Quanto maior a participação dos moradores, mais forte se torna essa cadeia, que une cuidado ambiental, trabalho e inclusão social”, completou Neiva.

O valor econômico dos recicláveis depende de fatores como tipo de material, qualidade, quantidade disponível e demanda do mercado. Por isso, papel, papelão, plástico e metais seguem processos de classificação específicos antes de serem comercializados.

A atividade também está relacionada ao conceito de economia circular, que propõe prolongar a vida útil dos recursos e reduzir o desperdício. Em vez de seguir diretamente para a destinação final, os materiais retornam ao mercado como insumos para a fabricação de novos produtos.

Fonte: Assessoria de imprensa
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